PAGAR UMA FORTUNA PARA COMPRAR UMA CASA, E DEPOIS OUTRA FORTUNA PARA DEMOLIR E OUTRA PELOS PROJECTOS E CONSTRUÇÃO, SEM FALAR NAS LICENÇAS E PAPELADAS.FICA DIFÍCIL; SE HÁ APARTAMENTOS NOVOS, PRONTO A MORAR E MUITAS VEZES MAIOR QUE AS CASAS DO CENTRO
HISTÓRICO E AINDA COM GARAGEM, SEM FALAR DE ALÉM DE ESTAR PRONTO A HABITAR, CUSTA A METADE DO PREÇO.
TENHO UM CONHECIDO, QUE FEZ UM PROJECTO PARA UM RESTAURANTE EM QUE INCLUÍA A COMPRA DE UM VELHO PRÉDIO DEGRADADO POR 75.000 EUROS, MAS DEPOIS COM OS PROJECTOS E AS OBRAS FEITAS, FICAVA EM 300.000 EUROS.
É CLARO QUE O DITO EMPRESÁRIO NÃO FEZ O INVESTIMENTO.
OUTRO MEU AMIGO, A ALGUM TEMPO ATRÁS, FEZ UMA OBRA COMPARTICIPADA PELO RECRIA, EM QUE FOI SUGERIDA A DITA OBRA A UM CONHECIDO CONSTRUTOR DE SANTARÉM, QUE ESTAVA POR DENTRO DO RECRIA.
A OBRA FOI ORÇAMENTADA POR 10.000 EUROS, E O RECRIA COMPARTICIPAVA COM MENOS DE 1.500 EUROS.
APÓS O MEU AMIGO FAZER AS OBRAS, DESCOBRIU QUE OUTRO CONSTRUTOR FAZIA A MESMA OBRA POR 2.500 EUROS.
DETALHE; A OBRA DUROU 3 DIAS, FOI APENAS O CONSTRUTOR E MAIS UM EMPREGADO, OS MATERIAIS USADOS FORAM APENAS 3 SACAS DE CIMENTO, UMAS RIPAS E MEIA DÚZIA DE TELHAS, O PRÉDIO TEM UMA ÁREA DE 70 METROS QUADRADOS, NÃO LEVOU FORRO E APENAS FOI FEITA A FACHADA, REUTILIZANDO OS MATERIAIS EXISTENTES.
RESUMINDO COM ESSAS ATITUDES, AS OBRAS CLANDESTINAS TOMAM CONTA DO CENTRO HISTÓRICO.
AS OBRAS SÃO CARAS, AS CONTRIBUIÇÕES E OS SEGUROS TAMBÉM.
OUTRA SITUAÇÃO QUE ESTÁ MAL: EU TENHO UMA CASA DEGRADADA NO CENTRO HISTÓRICO, ESSA CASA ESTÁ DETERIORANDO A MINHA E DE OUTROS VIZINHOS.
PARA RECLAMAR TEM QUE SER POR ESCRITO, E TENHO QUE PAGAR 50.00 EUROS, SE NÃO SOUBER QUEM É O VIZINHO, TENHO QUE GASTAR O MEU TEMPO E DINHEIRO PARA TIRAR DOCUMENTOS NA C.M.S. PARA DEPOIS IR AO REGISTO PREDIAL PEDIR OUTRO DOCUMENTO PARA IDENTIFICAR O DITO CUJO QUE ESTÁ ESTRAGANDO A MINHA CASA.
É CLARO QUE POUCOS OU QUASE NENHUM PROPRIETÁRIO FAZ ISSO, PARA JÁ AS RENDAS ANTIGAS NÃO COBREM MUITAS DAS VEZES ESSA DESPESA.
A SOLUÇÃO PARA ISSO ERA OS FISCAIS DA C.M.S. QUE ANDAM NA FISCALIZAÇÃO DAS OBRAS E NA DEFESA DO CENTRO HISTÓRICO DE SANTARÉM, NOTIFICASSEM OS SEUS PROPRIETÁRIOS E OS OBRIGASSEM A CUMPRIREM A LEI.
OS PROPRIETÁRIOS NÃO TEM DINHEIRO PARA FAZEREM OBRAS DEVIDO A BAIXAS RENDAS; MAS SÃO RESPONSÁVEIS PELA DEGRADAÇÃO DAS CASAS DOS VIZINHOS E DE POR EM PERIGO OS TRANSEUNTES.
ESTE Blog Faz critica aos centros Históricos, Politicas, Abandono. A recuperação dos mesmos, Com o OBJECTIVO CONSTRUTIVO. Visando ainda o Comércio Tradicional.
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segunda-feira, 18 de agosto de 2008
QUEM QUER MORAR NO CENTRO HISTÓRICO.
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segunda-feira, 30 de junho de 2008
UM POUCO DE HISTÓRIA.
O Castelo de Santarém, no Ribatejo localiza-se na cidade de mesmo nome, freguesia de Marvila, Concelho e Distrito de Santarém, em Portugal.
A primitiva ocupação humana de seu sítio remonta a um possível castro pré-histórico, que daria lugar a uma povoação desde o século VIII a.C.. Os Romanos atingiram o povoado desde 138 a.C., designando-o como Scalabi Castro ou simplesmente Scalabis, momento em que se constituiu em importante entreposto comercial no médio curso do rio Tejo e centro administrativo da província. Posteriormente, a partir da conquista da península pelas tropas de Júlio César (90 a.C.), esta povoação passou a sediar uma guarnição militar permanente, sendo rebaptizada como Praesidium Juliia quando deve ter sido fortificada. A sua importância é confirmada pelo traçado da via que ligava Lisboa a Astorga, passando por Conímbriga, Cale e Bracara Augusta.
No alvorecer do século V, diante da invasão da Hispânia pelos bárbaros (Alanos, Vândalos), a povoação foi dada a Sunerico (460). Os Suevos se apossaram sem grande dificuldade da povoação (529), no que foram sucedidos posteriormente, no século VII pelos Visigodos, altura em que era denominada como Sancta Irena.
No início do século VIII, ocupada pelos Muçulmanos, que a designavam como Chantirein ou Chantarim, manteve-se a sua estrutura urbana e fortaleceu-se a sua vocação agrícola, comercial e administrativa.
No contexto da Reconquista cristã da península, Santarém foi por diversas vezes alvo das investidas dos reis asturo-leoneses, época em que as suas fortificações devem ter sido sucessivamente reparadas e reforçadas pelos Muçulmanos. Entre o final do século XI e o início do século XII, a posse da praça alternou-se estes e os cristãos, ao sabor dos avanços e recuos da fronteira.
O castelo medieval
À época da Independência de Portugal, diante do avanço para o Sul das forças portuguesas sob o comando do rei D. Afonso Henriques (1112-1185), o Castelo de Santarém foi conquistado, em 15 de Março de 1147, de surpresa em um assalto nocturno. Nessa ocasião, o soberano teria assegurado todas as igrejas na povoação à Ordem dos Templários.
A povoação e seu castelo encontravam-se no caminho da investida do califa Almoáda Abu Ya'qub Yusuf I, sendo atacados em 1171. As forças muçulmanas, na ocasião, foram dispersadas pelas tropas de Fernando II de Leão, genro de D. Afonso Henriques, que na ocasião se encontrava em Santarém. Um novo ataque muçulmano se materializa em 1181, encontrando-se na cidade o infante D. Sancho, tendo os assaltantes recuado diante de uma contra-ofensiva dos defensores.
TIRADO: http://pt.wikipedia.org/wiki/Castelo_de_Santar%C3%A9m#Antecedentes
A primitiva ocupação humana de seu sítio remonta a um possível castro pré-histórico, que daria lugar a uma povoação desde o século VIII a.C.. Os Romanos atingiram o povoado desde 138 a.C., designando-o como Scalabi Castro ou simplesmente Scalabis, momento em que se constituiu em importante entreposto comercial no médio curso do rio Tejo e centro administrativo da província. Posteriormente, a partir da conquista da península pelas tropas de Júlio César (90 a.C.), esta povoação passou a sediar uma guarnição militar permanente, sendo rebaptizada como Praesidium Juliia quando deve ter sido fortificada. A sua importância é confirmada pelo traçado da via que ligava Lisboa a Astorga, passando por Conímbriga, Cale e Bracara Augusta.
No alvorecer do século V, diante da invasão da Hispânia pelos bárbaros (Alanos, Vândalos), a povoação foi dada a Sunerico (460). Os Suevos se apossaram sem grande dificuldade da povoação (529), no que foram sucedidos posteriormente, no século VII pelos Visigodos, altura em que era denominada como Sancta Irena.
No início do século VIII, ocupada pelos Muçulmanos, que a designavam como Chantirein ou Chantarim, manteve-se a sua estrutura urbana e fortaleceu-se a sua vocação agrícola, comercial e administrativa.
No contexto da Reconquista cristã da península, Santarém foi por diversas vezes alvo das investidas dos reis asturo-leoneses, época em que as suas fortificações devem ter sido sucessivamente reparadas e reforçadas pelos Muçulmanos. Entre o final do século XI e o início do século XII, a posse da praça alternou-se estes e os cristãos, ao sabor dos avanços e recuos da fronteira.
O castelo medieval
À época da Independência de Portugal, diante do avanço para o Sul das forças portuguesas sob o comando do rei D. Afonso Henriques (1112-1185), o Castelo de Santarém foi conquistado, em 15 de Março de 1147, de surpresa em um assalto nocturno. Nessa ocasião, o soberano teria assegurado todas as igrejas na povoação à Ordem dos Templários.
A povoação e seu castelo encontravam-se no caminho da investida do califa Almoáda Abu Ya'qub Yusuf I, sendo atacados em 1171. As forças muçulmanas, na ocasião, foram dispersadas pelas tropas de Fernando II de Leão, genro de D. Afonso Henriques, que na ocasião se encontrava em Santarém. Um novo ataque muçulmano se materializa em 1181, encontrando-se na cidade o infante D. Sancho, tendo os assaltantes recuado diante de uma contra-ofensiva dos defensores.
TIRADO: http://pt.wikipedia.org/wiki/Castelo_de_Santar%C3%A9m#Antecedentes
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quarta-feira, 21 de maio de 2008
SALVEM OS COMERCIANTES DO CENTRO HISTÓRICO.
QUEM PODERÁ NOS SALVAR? O TIO BELMIRO, NOSSOS IRMÃOS ESPANHÓIS,UMA NAVE ESPACIAL POUSANDO NO CENTRO HISTÓRICO, UMA INVASÃO DOS MOUROS,A DESCOBERTA DE PETRÓLEO NO MEIO DA RUA DR. TEIXEIRA GUEDES JUNTO AO CRUZAMENTO COM A CAPELO IVENS, UM PRÉDIO DESTRUÍDO PELA ETA; QUEM SABE UM MILAGRE, TALVEZ UMA NOVA MENTALIDADE. TEMPOS DIFÍCEIS SE AVIZINHAM.
CENTRO HISTÓRICO VERSUS ABANDONO.
Quem conheceu o centro histórico de SANTARÉM, SABE COMO ISTO ERA MOVIMENTADO. Cheguei para ficar nesta cidade no inicio dos anos 90; fiquei surpreendido com o movimento nas lojas e nas ruas, menos que em 1985, mas bom movimento de pessoas e comércios. Comprei um jornal da terra para ver os classificados. Os únicos anúncios que havia era: Aluga-se, trespassa-se, cede-se, não havia nada a venda. Sou morador do centro histórico, e fico triste com o desaparecimento dos moradores destas ruas principais. Uma cidade tão bonita que pouco a pouco está morrendo por culpa de pessoas que não aposta no amanhã. Eu diria mais. Essas pessoas dizem-se Escalabitanos, mas não contribuem em nada para o crescimento dessa cidade. Posso dizer que metade das lojas de Santarém dão prejuízo, e parte delas vivem devido a baixas rendas, e á muito comércio nesta cidade que não se modernizou. Há também muitos comerciantes que não fizeram obras para não pagarem mais qualquer coisa ao senhorio; há moradores a pagarem rendas ridículas, e não fazem obras porque a casa não é deles; há viúvas e reformados que ocupam casas que já não tem condição de habitabilidade, usam-nas para guardar monos; há senhoras de idade que já saíram das casa á anos e só vem de vez em quando pendurar uns trapos pra dizerem que moram lá; há também pais que alugaram casa em nome dos filhos, os filhos casaram e foram-se embora há mais de 20 anos. Pessoas idosas que fizeram e fazem arrendamentos a estudantes sem passar recibos em casas sem condições; e continuam a deixar as casas a caírem: Só devolvem quando a casa já estiver no chão. Também há outras situações como: A maior parte das pessoas já deixaram de pagar seguros nessas casas antigas tanto senhorio como inquilinos; ou seja se houver um sinistro dos grandes Adeus Centro Histórico. Agora os Bombeiros Voluntários foram-se embora, mas deserto isto ficou. As travessas já não são seguras para as senhoras, passou a ser dos lugares favoritos para roubar umas bolsas. As travessas do Centro Histórico de Santarém, a PARTIR DAS 15:00 HORAS, ESTÃO DESERTAS, DE VEZ EM QUANDO PASSA UMA ALMA. RESUMINDO E CONCLUINDO, QUAL É O JOVEM QUE QUER MORAR NUMA CASA ANTIGA, CHEIRANDO A MOFO, COM HUMIDADES, E PAGANDO O PREÇO DE UM QUARTO NUM ANDAR COM TODAS AS CONDIÇÕES, SEM FALAR NAS INSTALAÇÕES ANTIGAS DE ÁGUA E ELECTRICIDADE. (FORA O ESTACIONAMENTO) OS DINHEIROS DA CE QUE FORAM DADOS A PESSOAS PARA NÃO PRODUZIREM ERAM MELHOR EMPREGUE NOS CENTROS HISTÓRICOS DESSE NOSSO PORTUGAL. ESSE DINHEIRO PODIA FAZER AS OBRAS DOS SENHORIOS, COM A CONDIÇÃO QUE ASSIM QUE ALUGASSE, OS QUARTOS, LOJAS, CASAS, ANDARES, PRÉDIOS E ETC...O SENHORIO TIRAVA UMA PARTE PARA PAGAR ESSE EMPRÉSTIMO.
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